terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Passarinhada no Parque Estadual dos Pireneus - Cocalzinho/GO

Bom pessoal, esse fim de semana eu e meu pai resolvemos dar um pulinho no PEPI para tentar fotografar algumas aves que ainda não havíamos registro, tais como Bandoleta, Corruíra-do-campo, Maria-preta-de-penacho, Sanhaço-de-fogo e o recém-descoberto na área, o raríssimo Tico-tico-de-máscara-negra, ave endêmica do Cerrado, nosso objetivo.
No domingo, acordamos às 04:10 da manhã, tomamos um café e seguimos rumo ao parque. Por volta de 05:50 já estávamos na porta de entrada.
Logo após a cancela de entrada do parque, andamos uns 50 metros e, em uma área de cerrado com árvores baixas e vegetação rasteira, começamos a chamar Cypsnagra hirundinacea.
Ouvimos o casal respondendo e vimos eles fazendo display ao longe, mas nada que desse pra fazer fotos...
Logo, meu pai disse: "Estevão, tem um bichão vindo voando!"... Olhamos para cima, e para nossa alegria, era um Hepertotheres cachinnans, o arisco Acauã. Mirei a câmera e, na hora de focar, a lente estava tampada. Sabe quando você diz um palavrão que começa com P e termina com A? Então, essa foi minha reação, ao perder a foto do acauã em voo...Enfim, vimos que ele pousou bem longe, então, desistimos de pegar ele, uma vez que não ia ficar bom o registro.
Voltamos a chamar a bandoleta e...uhuuu! Olha elas aí:


Fizemos várias fotos, e eu fiz uma boa filmagem do display do casal, acima.
Logo após a bandoleta, chamamos a corruíra-do-campo e nada...Subimos então um pouco mais a serra, e após uns 800m da cancela, vimos um campainha-azul e descemos do carro pra fotografar.

Campainha-azul
Muito bacana! Ele vocalizou em uma árvore baixa e se limpou também. Fora ele, vimos um guaracava(Myiarchus sp.), acredito que seja Myiarchus flavogaster mas não tenho certeza.
Porém, nosso maior objetivo era o Tico-tico-de-máscara-negra, e até agora, nenhum sinal dele...
Então, para nossa alegria, poucos metros após o campainha-azul, estava o tico-tico-de-máscara-negra, pousado na luz, em uma árvore seca (eu surtei, saí gritando de emoção).

Tico-tico-de-máscara-negra (Coryphaspiza melanotis)
Ele permitiu tanta aproximação, ficamos a uns 5m de distância dele, foi incrível, fiquei muito feliz mesmo, o grande objetivo havia sido cumprido, fotografar essa rara ave, endêmica do cerrado.
Então, pouco depois, fomos atrás da choca-de-asa-vermelha e da patativa, aves comuns na área, porém, de forma localizada, em campos sujos e cerrado denso.

Eu, fotografando a choca-de-asa-vermelha
Chamamos a choca por meia hora, e ela não aparecia, até que uma hora, vimos que o casal começou a responder ao longe, então, andamos mais um pouco e para nossa surpresa eles estavam lá. Consegui um bom registro do macho, pousado em uma árvore bem baixa, no cerrado sujo.

Choca-de-asa-vermelha (Thamnophilus torquatus)
Também fotografamos a patativa. Depois de um tempo, avançamos para o alto da serra, onde aves como o canário-rasteiro, a maria-preta-de-penacho e o sanhaço-de-fogo vivem. Conseguimos registros bacanas da maria-preta e de um canário-rasteiro.

Maria-preta-de-penacho (Knipolegus lophotes) acima
Canário-rasteiro (Sicalis citrina) abaixo
Enfim, depois vimos muitas outras espécies, comuns porém belas, como Colaptes campestris e falco sparverius. De qualquer forma, foi um dia extremamente produtivo, que rendeu quase 10 lifers em uma única manhã de passarinhada, com sol muito quente.

Quiriquiri (Falco sparverius) voando
Gravamos também, o primeiro episódio da nossa nova série - A arte de passarinhar - que iniciei no meu canal. Em breve, virão novos espisódios...









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