O estado ainda possui cerca de 0,07% de Mata Atlântica ainda presente, sobretudo nas regiões de Itajá (sul de goiás), Água Fria de Goiás (Parque estadual da mata atlântica) e Cocalzinho de Goiás e Pirenópolis (RPPN Vagafogo e Tabapuã dos Pireneus).
Existem espécies que podem surpreender nos resquícios ainda remanescentes, aqui em Goiás. Dessas espécies damos destaque ao Uru-capoeira (Odontophorus capueira), Corujinha-sapo (Megascops atricapilla), Tangará (Chiroxiphia caudata) e Inhambuguaçu (Crypturellus obsoletus).
| Mata Atlântica no município de Caçu-GO |
Porém, cerca de 88% de toda a cobertura original de Mata Atlântica em Goiás já foi desmatada. Isso pode ocasionar o desaparecimento de algumas espécies antes ocorrentes por lá, e que, por causa do desmatamento, foram extintas na região como é o caso do Macuco (Tinamus solitarius) e de outra ave, o Jaó-do-litoral (Crypturellus noctivagus).
| Distribuição original da Mata Atlântica em Goiás (Laranja) Distribuição atual da Mata Atlântica em Goiás (Verde) |
Aves da Mata Atlântica em Itajá
Os últimos resquícios desse bioma, ainda guardam grandes surpresas em Itajá, sobretudo nas zonas rurais e áreas preservadas pouco perturbadas. As espécies foram descritas por Malacco em 2012, no caso, são: Uru-capoeira (Odontophorus capueira), Corujinha-sapo (Megascops atricapilla), Caburé Miudinho (Glaucidium minutissimum), Macuru-de-barriga-castanha (Notharchus swainsoni), Chocão-carijó (Hypoedaleus guttatus), Vira-folha (Sclerurus scansor), Arapaçu-de-garganta-branca (Xiphocolaptes albicollis), Barranqueiro-de-olho-branco (Automnolus leucophtalmus), Araponga do horto (Oxyruncus cristatus) e o Miudinho (Miyornis auricularis).
| Araponga-do-horto (Oxyruncus cristatus) FOTO: Gustavo Malacco |
As áreas de destaque para a observação dessas aves nesses municípios, são a RPPN Vagafogo e a Tabapuã dos Pireneus. Nessa última área, ocorrência do palmito juçara é marcante. As aves são: Surucuá-variado (Trogon surrucura), Juruva-verde (Baryphthengus ruficapillus), Arapaçu-rajado (Xyphorhynchus fuscus), Arapaçu-de-garganta-branca (Xiphocolaptes albicollis), João-porca (Lochmias nemautura), Tangarazinho (Ilicura militaris), Abre-asa-de-cabeça-cinza (Mionectes rufiventris), Piuí-cinza (Contopus cinereus), Tiê-de-topete (Lanio melanops), entre muitos outros.
Enfim, a região de mata atlântica ainda remanescente em Goiás ainda exige muitos, muitos estudos para entender os mistérios que ainda estão por aí.
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