sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Passarinhada na Fazenda Angelim - Ubatuba/SP

Olá passarinheiros! Final de semana passado, em minha viagem à Ubatuba, eu, o amigo Wandel Buzoni e meu pai fomos observar aves na  Fazenda Angelim, à 6 km do Itamambuca Eco Resort, onde eu estava hospedado.


Eu e meu pai acordamos 6:00 no domingo e fomos para a fazenda. Ao chegarmos na porta de entrada, o amigo Wandel Buzoni estava nos esperando. Estacionamos o carro na porta e fomos andando pela estrada. Eu estava com aquela vontadezinhazona básica de achar o Gavião-pombo-pequeno, mas, vocês sabem como é né...
Fomos andando, e já avistamos o beija-flor-roxo, em cima de um poste. O não-pode-parar vocalizou bem próximo à nós, mas nada dele. Chamamos o rendeira, e logo ele apareceu!


Infelizmente, ele não deu mole, então o registro ficou meio...ruim...
Depois disso, escutamos a pomba-amargosa vocalizando no fundo da mata. Eu disso para o Wandel: Vamos chamá-la! Mas logo que começamos à tocar o playback, ela vasou.


Continuando o percurso, chegamos em uma área mais aberta. Lá, ouvimos e fotografamos o coleirinho, o papa-capim-de-costas-cinzas, e escutamos o barbudo-rajado!
Já estávamos bem próximos à sede. Fomos andando e tentando chamar o barbudo, que não chegou nem a aparecer, apenas cantou um pouco, foi chegando mais perto, e sumiu. 
Logo após isso, um bando de umas 10 ou 15 tiribas-de-testa-vermelha vieram e pousaram na copa de uma árvore ao lado da sede da fazenda. Tentei fazer o registro, mas estavam bem altas...
Pouco depois, vi o Wandel chamando algo atrás da sede. Ele olhou pra mim e disse: Aqui, aqui! Olhei e vi um Pica-rei fêmea em um galho seco. Logo que eu cheguei, ela voou e pousou um pouco mais longe...


Consegui um registro mais ou menos. Logo depois, vimos o casal, um pouco mais longe. Andando pela trilha principal, vimos ao longe, a pomba-amargosa sentada em um galho. Passando por um local com algumas árvores secas e altas, com vários poleiros bons para rapinantes, o Wandel comentou: Aqui, alguns anos atrás, era comum ver o gavião-pega-macaco...
Andando mais um pouco, vindo de uma brenha, escutamos o Tapaculo-Pintado!!!!! Foi muito emocionante poder gravar o canto dessa espécie inesperada! Chamamos no playback, mais nada dele...Mas, para recompensar, logo o tangará macho apareceu!


Fomos andando na trilha e batendo um papo...Logo, chegamos à uma bifurcação. De um lado, a continuação da trilha, do outro uma subidinha, que levava ao alojamento onde as pessoas que gostam de birdwatching ou estão em pesquisa, passam alguns dias. É chamada "Casinha da Mata".  Sentamos em uma mesa de madeira do lado de fora do alojamento e tomamos um cafezinho antes de voltar à trilha. Lá, comemos uma bolachinha e batemos um bom papo.


Continuamos a trilha. Mais para a frente, paramos porque começamos à escutar o Olho-de-fogo-do-sul. Chamamos, chamamos, até que a fêmea respondeu e apareceu rapidamente em uma janelinha na brenha. Passou um pouco e o macho também veio para a festa. Os dois respondiam, mas, quando apareciam, era questão de 3 ou 5 segundos, entre os galhos e a folhagem. Até tentei pegar o macho, mais pergunta se o DANADO deixava...


Passou um pouco e, nós ainda estávamos lá, tentando fotografar o olho de fogo...Quando, de repente, escutamos um "tr, trrr, trrrrr..." bem próximo à nós e eu disse: Inhambuguaçu? E o Wandel respondeu: talvez! Eu e meu pai fomos andando na frente e o Wandel ficou atrás tentando ver o bicho. Subimos um pouco e o Wandel falou pra mim e para o meu pai: Olha lá! Lá em cima! Em um trecho mais alto da trilha, vimos uma cotia atravessando...
AFF Wandel!!! Pensei que fosse o inhambuguaçu! Em mais alguns instantes de procura, subimos mais um pouco e paramos lá em cima, onde vimos a cotia atravessando. Quando acabamos de subir, olhei pra trás e gritei: INHAMBUGUAÇU!!!!! Ele havia acabado de atravessar a trilha! Foi aquela OVERDOSE ORNITOLÓGICA! Chamamos no playback, mas ele apenas respondeu ;-;


Bom, tivemos que nos contentar com o Rabo-branco-rubro que apareceu. Mas, aí que vem a surpresa. Logo depois de gravar o canto do inhambuguaçu, uma Galinha-do-mato veio correndo e passou voando pela trilha, na nossa frente! Infelizmente, ela não emitiu nenhum som, e nem veio no playback, então por enquanto, só tenho a aparição dela como registro...

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Ao chegarmos na beira do riacho, escutamos o Papa-formiga-de-grota. Chamamos também o entufado, mais sem resposta. Mas ganhamos um outro presente em troca..A maravilhosa vista do riacho e suas cachoeirinhas. 


O Wandel estava falando da presença de um ninho de Maria-leque-do-sudeste no riacho. Um pouco acima do local onde estávamos, segundo ele. Fiquei feliz em saber que essa espécie rara da Mata Atlântica está nidificando no local.
Mas enfim, constando que fui à Ubatuba na pior época do ano, vivi uma experiência fantástica na Fazenda Angelim, vários lifers e emoções.

Abraço Ornitológico para vocês!


















sábado, 10 de setembro de 2016

Ranking - Melhores destinos para passarinhar no Brasil

Olá a todos os passarinheiros!
Primeiramente, queria deixar claro que esses dados foram coletados do Wiki Aves e sofreram algumas alterações em 10/09/2016, e estão sujeitos à atualizações. Obrigado.

Vamos agora ao ranking dos melhores destinos para passarinhar no Brasil:

1° - Porto Velho/RO 

- Número de Espécies: 654

- IBA: Rio Madeira e Adjacências 


2° - Alta Floresta/MT 

- Número de Espécies: 619

- IBA: Cristalino / Serra do Cachimbo

3° - Ubatuba/SP

- Número de Espécies: 587

- IBA: Parque Estadual da Serra do Mar

Abraço a todos e um bom domingo!



domingo, 17 de julho de 2016

Birding na RPPN Vagafogo - Pirenópolis/GO

DIA I: RPPN Vagafogo

No dia 08/07 resolvemos ir até a RPPN Vagafogo, em Pirenópolis, para ver algumas espécies novas. Já haviam me falado do grande potencial de espécies nessa região de Pirenópolis, inclusive, algumas bem interessantes como o Gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus), o Macuru (Nonnula rubecula) e o Gavião-pato (Spizaetus melanoleucus).

Saindo para a RPPN Vagafogo, na  estrada de terra no pé do Morro do Frota, vimos um veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), mamífero que não tinha a menor ideia de encontrar.
Ao chegarmos na fazenda fomos recebidos pelo Sr. Evandro, proprietário do local e muito atencioso, e o Uirá, seu filho. Logo no estacionamento vi aves como o Xexéu (Cacicus cela) e o Anambé-branco-de-máscara-negra (Tityra semifasciata).

Foto: Estevão Freitas
Xexéu no estacionamento da RPPN Vagafogo
Mas o forte mesmo, é o pé de Clúsia que fica na sede da fazenda, atrativo para cerca de 15 espécies de aves, que disputam os frutinhos da árvore. Nesse pé estavam espécies como o Saí-azul (Dacnis cayana), o Xexéu (Cacicus cela), o Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), a Saíra-de-papo-preto (Hemithraupis guira), e o Sabiá-barranco (Turdus leucomelas).

Foto: Estevão Freitas
Sabiá-laranjeira no pé de Clúsia
Após conversar com o Uirá, e escutar as explicações do Sr. Evandro, fomos para os jardins próximos à sede e que levavam a trilha da mata. Nesses jardins, avistamos o tico-tico-de-bico-preto (Arremon taciturnus) forrageando.

Foto: Estevão Freitas
Tico-tico-de-bico-preto forrageando no chão do jardim
Seguimos para a trilha na mata (Floresta Semidecídua), e logo, vemos o beija-flor-cinza (Aphantochroa cirrochloris). Andando mais um pouco, em silêncio na mata, e reproduzindo playback, vemos a fêmea do tangarazinho (Ilicura militaris), ave endêmica da Mata Atlântica, porém que aparece em matas de Pirenópolis e Cocalzinho no estado de Goiás.

Foto: Estevão Freitas
Fêmea do tangarazinho na RPPN Vagafogo
Andando mais um pouco na trilha, já próximos ao Ribeirão Vagafogo, escutamos o Soldadinho (Antilophia galeata) vocalizando. Após chamá-lo no playback, ele veio, porém acompanhado de choquinhas-lisas (Dysithamnus mentalis), outra espécie que eu não tinha foto. Aí, só deu pra registrar o soldadinho.

Foto: Estevão Freitas
Soldadinho na RPPN Vagafogo
Paramos por um tempo no Rio Vagafogo para nos refrescar. Durante esse período, vimos um abre-asa-de-cabeça-cinza (Mionectes rufiventris) tomando banho.
Andando mais um pouco na trilha, próximo à um riacho, vimos um joão-porca (Lochmias neutra) vocalizando em uma grota.

Foto: Estevão Freitas
João-porca na grota
Já estava tarde, 10:30 da manhã e eu estava perdendo as esperanças de achar as aves mais legais como o Gavião-pega-macaco. Até tentei chamar algumas aves no playback como o Surucuá-variado (Trogon surucua) e o Pica-pau-ocráceo (Celeus ochraceus), mas sem resultados.
A única coisa que ainda consegui ver, foi um canário-do-mato (Myiothlypis flaveola). No final da trilha, cheguei a escutar o Tururim (Crypturellus soui).
Quase chegando na sede da Vagafogo, vemos o Bagageiro (Phaeomyias murina).

Foto: Estevão Freitas
Bagageiro próximo à sede da RPPN Vagafogo
Escutamos também algumas espécies como o tiê-de-topete (Lanio melanops), o garrinchão-de-barriga-vermelha (Cantorchilus leucotis) e a pipira-da-taoca (Lanio penillatus), todos muito comuns em toda a área de floresta da RPPN Vagafogo.

Paramos um pouco para comer alguma coisa, e havia um tempera-viola (Saltator maximus)e a tarde retornamos à passarinhada. Fomos em alguns trechos da estrada para tentar ver alguma coisa, e me surpreendi. Um casal de azulão (Cyanocompsa brissonii) e dois machos de curió (Sporophila angolensis) forrageando no chão, acho que à procura de sementes e grãos. 

Foto: Estevão Freitas
Machos de curió forrageando
O clima começou a ficar úmido, atraindo muitos insetos e mariposas. Nisso, apareceu um urubuzinho (Chelidoptera tenebrosa) e a viuvinha (Colonia colonus), duas aves que estão ligadas à ambientes florestais ou margens de rios, e sempre aparecem quando há maior presença de insetos.

Foto: Estevão Freitas
Viuvinha na RPPN Vagafogo.
Minha foto da viuvinha ficou um tanto "estourada", mas com o clima úmido tive que colocar a abertura em F 2.8, e o ISO em 250. Fora todas essas espécies, haviam também alguns canários-da-terra-verdadeiros (Sicalis flaveola) forrageando junto aos curiós e ao azulão.

Foto: Estevão Freitas
Macho do canário-da-terra forrageando
Mais tarde, fui até o jardim e ganhei um presente: o beija-flor-de-barriga-roxa (Thalurania furcata) tão esperado por mim, ficou cara a cara comigo, garantindo assim, uma ótima foto.

Foto: Estevão Freitas
Beija-flor-de-barriga-roxa
Mas enfim, essa foi ma simples passarinhada na RPPN Vagafogo, mal organizada, porém que rendeu muitos resultados e quase 20 lifers. A região de matas dessa fazenda é incrivelmente rica em espécies e proporciona um presente a qualquer observador de aves que à visite.

Abraço à todos os passarinheiros!















sábado, 18 de junho de 2016

Observando aves no Jardim Botânico de Goiânia/GO

Pessoal, começo essa postagem dizendo que dei um tempinho das observações por questões familiares, beleza?

Mas vamos ao ponto. O Jardim Botânico de Goiânia é um ponto turístico de Goiânia aberto ao público em meados de 2005. Apresenta hoje mais de 40 hectares de extensão, com um viveiro do IBAMA ao lado, uma área de quase 30 hectares de recuperação ambiental, e um borboletário.
Até aí tudo bem. Só me preocupo um pouco com relação à segurança no local, uma vez que não tem quase nenhuma fiscalização e controle de quem entra e sai do parque.

Foto: Estevão Freitas
Apesar de tudo isso, muitos observadores recorrem ao JB como opção de ponto para observação de aves, por causa da estrela do local: o Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes Flavirons). Me surpreendi, quando estava na trilha e escutei seus gritos: "miriri...miririri", afinal o benedito é um dos endemismos da Mata Atlântica, e eu o avistei em ambiente de cerrado (nicho adverso ao preferido pela espécie).

Outra coisa que me surpreendeu, foi avistar um Jacu-estalo (Neomorphus geoffroyi) jovem, em plena cidade, e além do mais, realizar o primeiro registro da espécie para o Centro-Oeste brasileiro!

Observe. Pequeno penacho no topo da cabeça, bico oliva, assim
como o da espécie, costas relativamente esverdeadas.
Mas fora isso, lá são notáveis diversas espécies como o príncipe, a viuvinha, os socós boi, socozinho, garça-real, chora-chuva-preto, benedito-de-testa-amarela, picapauzinho-anão, pica-pau-anão, peitica, bem-te-vi-pirata, fura-barreira, entre outras diversas.


domingo, 12 de junho de 2016

Observando aves no Bosque dos Buritis - Goiânia/GO

Era uma tarde ensolarada de sábado, e eu, como sempre, sem nada pra fazer, decidi que poderia ir ao Parque Bosque dos Buritis, dentro da capital Goiânia. Lá eu sempre encontro algo interessante, aí eu pensei "por que não ir tentar a sorte"?
Pois bem. Parti para o bosque (esqueci de levar meu playback) e então, ao chegar lá, minha primeira parada foi a Trilha da Mata (entrada sul do bosque). Lá consegui espécies como Sabiá-Laranjeira, Sabiá-Barranco, Sabiá-Poca, Tico-tico-de-bico-amarelo, Trinca-ferro-verdadeiro, Príncipe, Pica-pau-anão-escamado, Picapauzinho-anão, Pica-pau-anão-pintado e o Beija-Flor-Dourado



Continuando meu passeio, fomos seguindo floresta à dentro, nas matas de galeria do bosque dos buritis. Saí da zona da trilha e peguei caminho para um pequena área úmida dentro da mata, onde costumo ver a Saracura-Três-Potes e a Sanã-Castanha. Ocasionalmente ouço a Saracura-Sanã em um brejinho dentro da mata.
Chegando na zona úmida, arrumei uma pequena "camuflagem natural" pra mim, com algumas folhas e arbustos. Esperei, esperei, até que vejo algo se mexendo no capim do brejo: a saracura.



Juro que não fiquei muito empolgado, aliás, essa saracura sempre aparece lá no bosque, inclusive eu já gravei o casal cantando em dueto (confira: https://www.youtube.com/watch?v=JQrqx3hhwDM ) .
Porém, tenho um mal pressentimento de que essa saracura está sumindo do bosque, porque nas últimas três vezes que eu fui lá, eu não cheguei a ver nenhuma.

Mas o que me impressionou mesmo, foi encontrar uma família de 4 sanãs-pardas no meio do bosque, no centro urbano de Goiânia.
Eu já sabia da existência dessas aves, devido a alguns registros que vi no WikiAves...
Mas enfim, meu dia tinha chegado. Do nada, a 3G do meu celular começou a funcionar, e eu pude usar o playback!!!! Foi minha salvação!!! Entrei no brejo, sentei na beira de um pequeno curso d' água e do nada, sai da vegetação uma, duas, três, quatro sanãs!!!!



Sem dúvida, foi uma das maiores emoções da minha vida ter visto a menos de 3 metros de mim, essas belíssimas aves...além do mais, no meio do centro urbano de Goiânia, em um parque público.
Recomendo a todos os passarinheiros de Goiânia, que observem aves no bosque, pois lá é um lugar realmente muito, muito, muito bom para aves!



domingo, 5 de junho de 2016

REGUA - Reserva Ecológica de Guapiaçu - Cachoeiras de Macacu/RJ

A Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) é uma unidade de conservação localizada no Rio de Janeiro, próxima ao município de Cachoeiras de Macacu. Grande parte do local consiste em  um projeto de recuperação de área degradada, pois, antes do surgimento da reserva, o local consistia em fazendas de gado, cujo a floresta tinha sido desmatada para dar lugar a pastos.

Grande parte da reserva abrange a Serra dos órgãos. O local possui fitofisionomias diferentes da mata atlântica, como Alagado, Floresta Estacional, Floresta úmida, etc.

O Alagado é uma das diferentes fisionomias da reserva. O alagado
da reserva, possui cerca de 55 hectares.
O alagado da REGUA possui cerca de 30 espécies diferentes, e, em seus arredores foram construídas torres de observação, principalmente para os observadores de aves. No local, é possível vermos espécies como o Frango-d'-água-comum e o azul, o Socó-boi, Savacu,  Socozinho, Garças variadas, como a Garça-Vaqueira, a Garça-real, a Garça-Branca e a Garça-azul, Patos-do-mato e afins.

Marreca-de-bico-roxo (Nomonyx Dominica) na REGUA.

sábado, 28 de maio de 2016

No Cerrado, Rafael Bessa redescobre uma ave raríssima não vista à 75 anos

Na região do Cerrado Mineiro, o pesquisador Rafael Bessa, redescobre uma ave raríssima, talvez a mais rara do mundo, a Columbina Cyanopis (Pelzenln, 1870) - Rolinha-do-Planalto.
É um dos maiores mistérios da Ornitologia Mundial, não era vista desde 1940-1941 (S. de Goiás). Em 1823 ela foi descoberta na região da ESEC Serra das Araras, MT. Cinco indivíduos dessa espécie foram coletados no local e taxidermizados, três no sul de Goiás e outros dois no Noroeste de São Paulo.

Foto: Rafael Bessa
 Já se sabia parcialmente de sua descrição física, mas não se conhecia nem o tom de azul de seus olhos, o bronzeado de sua barriga e as manchas carijós nas asas. 

"Estava em um Cerrado fechado, um campo rupestre bem aflorado, com
aspectos rochosos e plantas de pequeno porte. Sentei por ali, e escutei uma estranha vocalização.
No dia seguinte, voltei ao local, soltei a gravação do mesmo canto, e ela se aproximou
de mim. Fotografei, mas quando olhei no visor atentamente, começei a tremer"

Rafael Bessa

Only 12 individuals are confirmed: Blue-eyed Ground Dove <i>Columbina cyanopis</i> © Rafael Bessa
Foto: Rafael Bessa
Indica-se que só existam 12 indivíduos na natureza, fotografados por Bessa e Nogueira, no último SAVE Brasil. Existe uma pequena população no Sul de Goiás, na Serra das Araras, em Mato Grosso e está provavelmente extinta em São Paulo pelo grande avanço das monoculturas e cidades.

Que o nosso Cerrado nos traga mais revelações, como essa....

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Em busca da Ariramba-Preta (Brachygalba Lugubris) em Cachoeira de Goiás/GO

No dia 22/05/2016, eu e meus parceiros Kennedy Borges, Marcelo Dionizio, José Maria e João Gondim fomos ao município de Aurilândia/GO para uma expedição no Rio São Domingos de observação de aves (Confira: https://www.youtube.com/watch?v=2eb-IGmI7Wc) e fotografar as Araras-Azuis-Grandes (Anodorhynchus Hyacinthinus) em seu ninho. 

Foto: Estevão Freitas
Arara-Azul no ninho. Aurilândia-GO.
Aproveitando nossa saída em Aurilândia, depois que cumprimos todas as missões, decidimos ir até o município de Cachoeira de Goiás/GO para almoçar e depois, iríamos ao Alto Rio Claro para registrar a família de Ariramba-Preta (Brachygalba Lugubris) que morava próxima à ponte do rio.

Foto: Estevão Freitas
Alto Rio Claro. Cachoeira de Goiás-GO.
Chegamos no rio e não vimos nada, apenas um pequeno bando de patos-do-mato (Cairina Moschata) sobrevoando a ponte. Começamos a tática de playback, sem resultados. Mas já era de se esperar, porque estávamos em um horário muito ruim, eram 15:30 da tarde!!! O Sol estava rachando...

Nisso, fomos para a mata ciliar do rio que ficava à direita da ponte. Andamos em uma pequena trilha que as pessoas da região usavam para banhar no rio. Sentamos em um tronco de árvore e ficamos ali esperando.
Dentro de cinco minutos, ela apareceu! Uma bela Ariramba-preta! E nos presenteou com muitas fotos!

Foto: Estevão Freitas
O momento mais esperado do dia, vimos a tão rara
ariramba-preta (brachygalba lugubris).
Todos nós ficamos felizes. Enquanto eu, Kennedy e José Maria fotografávamos a Ariramba-preta, Marcelo Dionizio e João Gondim seguiram uma pequena picada no meio da mata e chamaram o Pipra Fasciicauda (Uirapuru-Laranja). Com sucesso, fui atrás deles e também consegui pegar o bicho. Com o uso abusivo de playback, o uirapuru veio a menos de 1 metro de nós!!!

Foto: Estevão Freitas
Conseguimos registrar o Uirapuru-Laranja e a Ariramba-
preta no mesmo local e no mesmo momento!
Mas assim, se encerra essa grande expedição em Cachoeira de Goiás/GO, no grandioso Alto Rio Claro, onde conseguimos ver o Pipra Fasciicauda e a Brachygalba Lugubris!

Acompanhe melhor essa aventura em: