sábado, 18 de junho de 2016

Observando aves no Jardim Botânico de Goiânia/GO

Pessoal, começo essa postagem dizendo que dei um tempinho das observações por questões familiares, beleza?

Mas vamos ao ponto. O Jardim Botânico de Goiânia é um ponto turístico de Goiânia aberto ao público em meados de 2005. Apresenta hoje mais de 40 hectares de extensão, com um viveiro do IBAMA ao lado, uma área de quase 30 hectares de recuperação ambiental, e um borboletário.
Até aí tudo bem. Só me preocupo um pouco com relação à segurança no local, uma vez que não tem quase nenhuma fiscalização e controle de quem entra e sai do parque.

Foto: Estevão Freitas
Apesar de tudo isso, muitos observadores recorrem ao JB como opção de ponto para observação de aves, por causa da estrela do local: o Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes Flavirons). Me surpreendi, quando estava na trilha e escutei seus gritos: "miriri...miririri", afinal o benedito é um dos endemismos da Mata Atlântica, e eu o avistei em ambiente de cerrado (nicho adverso ao preferido pela espécie).

Outra coisa que me surpreendeu, foi avistar um Jacu-estalo (Neomorphus geoffroyi) jovem, em plena cidade, e além do mais, realizar o primeiro registro da espécie para o Centro-Oeste brasileiro!

Observe. Pequeno penacho no topo da cabeça, bico oliva, assim
como o da espécie, costas relativamente esverdeadas.
Mas fora isso, lá são notáveis diversas espécies como o príncipe, a viuvinha, os socós boi, socozinho, garça-real, chora-chuva-preto, benedito-de-testa-amarela, picapauzinho-anão, pica-pau-anão, peitica, bem-te-vi-pirata, fura-barreira, entre outras diversas.


domingo, 12 de junho de 2016

Observando aves no Bosque dos Buritis - Goiânia/GO

Era uma tarde ensolarada de sábado, e eu, como sempre, sem nada pra fazer, decidi que poderia ir ao Parque Bosque dos Buritis, dentro da capital Goiânia. Lá eu sempre encontro algo interessante, aí eu pensei "por que não ir tentar a sorte"?
Pois bem. Parti para o bosque (esqueci de levar meu playback) e então, ao chegar lá, minha primeira parada foi a Trilha da Mata (entrada sul do bosque). Lá consegui espécies como Sabiá-Laranjeira, Sabiá-Barranco, Sabiá-Poca, Tico-tico-de-bico-amarelo, Trinca-ferro-verdadeiro, Príncipe, Pica-pau-anão-escamado, Picapauzinho-anão, Pica-pau-anão-pintado e o Beija-Flor-Dourado



Continuando meu passeio, fomos seguindo floresta à dentro, nas matas de galeria do bosque dos buritis. Saí da zona da trilha e peguei caminho para um pequena área úmida dentro da mata, onde costumo ver a Saracura-Três-Potes e a Sanã-Castanha. Ocasionalmente ouço a Saracura-Sanã em um brejinho dentro da mata.
Chegando na zona úmida, arrumei uma pequena "camuflagem natural" pra mim, com algumas folhas e arbustos. Esperei, esperei, até que vejo algo se mexendo no capim do brejo: a saracura.



Juro que não fiquei muito empolgado, aliás, essa saracura sempre aparece lá no bosque, inclusive eu já gravei o casal cantando em dueto (confira: https://www.youtube.com/watch?v=JQrqx3hhwDM ) .
Porém, tenho um mal pressentimento de que essa saracura está sumindo do bosque, porque nas últimas três vezes que eu fui lá, eu não cheguei a ver nenhuma.

Mas o que me impressionou mesmo, foi encontrar uma família de 4 sanãs-pardas no meio do bosque, no centro urbano de Goiânia.
Eu já sabia da existência dessas aves, devido a alguns registros que vi no WikiAves...
Mas enfim, meu dia tinha chegado. Do nada, a 3G do meu celular começou a funcionar, e eu pude usar o playback!!!! Foi minha salvação!!! Entrei no brejo, sentei na beira de um pequeno curso d' água e do nada, sai da vegetação uma, duas, três, quatro sanãs!!!!



Sem dúvida, foi uma das maiores emoções da minha vida ter visto a menos de 3 metros de mim, essas belíssimas aves...além do mais, no meio do centro urbano de Goiânia, em um parque público.
Recomendo a todos os passarinheiros de Goiânia, que observem aves no bosque, pois lá é um lugar realmente muito, muito, muito bom para aves!



domingo, 5 de junho de 2016

REGUA - Reserva Ecológica de Guapiaçu - Cachoeiras de Macacu/RJ

A Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) é uma unidade de conservação localizada no Rio de Janeiro, próxima ao município de Cachoeiras de Macacu. Grande parte do local consiste em  um projeto de recuperação de área degradada, pois, antes do surgimento da reserva, o local consistia em fazendas de gado, cujo a floresta tinha sido desmatada para dar lugar a pastos.

Grande parte da reserva abrange a Serra dos órgãos. O local possui fitofisionomias diferentes da mata atlântica, como Alagado, Floresta Estacional, Floresta úmida, etc.

O Alagado é uma das diferentes fisionomias da reserva. O alagado
da reserva, possui cerca de 55 hectares.
O alagado da REGUA possui cerca de 30 espécies diferentes, e, em seus arredores foram construídas torres de observação, principalmente para os observadores de aves. No local, é possível vermos espécies como o Frango-d'-água-comum e o azul, o Socó-boi, Savacu,  Socozinho, Garças variadas, como a Garça-Vaqueira, a Garça-real, a Garça-Branca e a Garça-azul, Patos-do-mato e afins.

Marreca-de-bico-roxo (Nomonyx Dominica) na REGUA.