Olá passarinheiros! Final de semana passado, em minha viagem à Ubatuba, eu, o amigo Wandel Buzoni e meu pai fomos observar aves na Fazenda Angelim, à 6 km do Itamambuca Eco Resort, onde eu estava hospedado.
Eu e meu pai acordamos 6:00 no domingo e fomos para a fazenda. Ao chegarmos na porta de entrada, o amigo Wandel Buzoni estava nos esperando. Estacionamos o carro na porta e fomos andando pela estrada. Eu estava com aquela vontadezinhazona básica de achar o Gavião-pombo-pequeno, mas, vocês sabem como é né...
Fomos andando, e já avistamos o beija-flor-roxo, em cima de um poste. O não-pode-parar vocalizou bem próximo à nós, mas nada dele. Chamamos o rendeira, e logo ele apareceu!
Infelizmente, ele não deu mole, então o registro ficou meio...ruim...
Depois disso, escutamos a pomba-amargosa vocalizando no fundo da mata. Eu disso para o Wandel: Vamos chamá-la! Mas logo que começamos à tocar o playback, ela vasou.
Continuando o percurso, chegamos em uma área mais aberta. Lá, ouvimos e fotografamos o coleirinho, o papa-capim-de-costas-cinzas, e escutamos o barbudo-rajado!
Já estávamos bem próximos à sede. Fomos andando e tentando chamar o barbudo, que não chegou nem a aparecer, apenas cantou um pouco, foi chegando mais perto, e sumiu.
Logo após isso, um bando de umas 10 ou 15 tiribas-de-testa-vermelha vieram e pousaram na copa de uma árvore ao lado da sede da fazenda. Tentei fazer o registro, mas estavam bem altas...
Pouco depois, vi o Wandel chamando algo atrás da sede. Ele olhou pra mim e disse: Aqui, aqui! Olhei e vi um Pica-rei fêmea em um galho seco. Logo que eu cheguei, ela voou e pousou um pouco mais longe...
Consegui um registro mais ou menos. Logo depois, vimos o casal, um pouco mais longe. Andando pela trilha principal, vimos ao longe, a pomba-amargosa sentada em um galho. Passando por um local com algumas árvores secas e altas, com vários poleiros bons para rapinantes, o Wandel comentou: Aqui, alguns anos atrás, era comum ver o gavião-pega-macaco...
Andando mais um pouco, vindo de uma brenha, escutamos o Tapaculo-Pintado!!!!! Foi muito emocionante poder gravar o canto dessa espécie inesperada! Chamamos no playback, mais nada dele...Mas, para recompensar, logo o tangará macho apareceu!
Fomos andando na trilha e batendo um papo...Logo, chegamos à uma bifurcação. De um lado, a continuação da trilha, do outro uma subidinha, que levava ao alojamento onde as pessoas que gostam de birdwatching ou estão em pesquisa, passam alguns dias. É chamada "Casinha da Mata". Sentamos em uma mesa de madeira do lado de fora do alojamento e tomamos um cafezinho antes de voltar à trilha. Lá, comemos uma bolachinha e batemos um bom papo.
Continuamos a trilha. Mais para a frente, paramos porque começamos à escutar o Olho-de-fogo-do-sul. Chamamos, chamamos, até que a fêmea respondeu e apareceu rapidamente em uma janelinha na brenha. Passou um pouco e o macho também veio para a festa. Os dois respondiam, mas, quando apareciam, era questão de 3 ou 5 segundos, entre os galhos e a folhagem. Até tentei pegar o macho, mais pergunta se o DANADO deixava...
Passou um pouco e, nós ainda estávamos lá, tentando fotografar o olho de fogo...Quando, de repente, escutamos um "tr, trrr, trrrrr..." bem próximo à nós e eu disse: Inhambuguaçu? E o Wandel respondeu: talvez! Eu e meu pai fomos andando na frente e o Wandel ficou atrás tentando ver o bicho. Subimos um pouco e o Wandel falou pra mim e para o meu pai: Olha lá! Lá em cima! Em um trecho mais alto da trilha, vimos uma cotia atravessando...
AFF Wandel!!! Pensei que fosse o inhambuguaçu! Em mais alguns instantes de procura, subimos mais um pouco e paramos lá em cima, onde vimos a cotia atravessando. Quando acabamos de subir, olhei pra trás e gritei: INHAMBUGUAÇU!!!!! Ele havia acabado de atravessar a trilha! Foi aquela OVERDOSE ORNITOLÓGICA! Chamamos no playback, mas ele apenas respondeu ;-;
Bom, tivemos que nos contentar com o Rabo-branco-rubro que apareceu. Mas, aí que vem a surpresa. Logo depois de gravar o canto do inhambuguaçu, uma Galinha-do-mato veio correndo e passou voando pela trilha, na nossa frente! Infelizmente, ela não emitiu nenhum som, e nem veio no playback, então por enquanto, só tenho a aparição dela como registro...
O Wandel estava falando da presença de um ninho de Maria-leque-do-sudeste no riacho. Um pouco acima do local onde estávamos, segundo ele. Fiquei feliz em saber que essa espécie rara da Mata Atlântica está nidificando no local.
Mas enfim, constando que fui à Ubatuba na pior época do ano, vivi uma experiência fantástica na Fazenda Angelim, vários lifers e emoções.
Abraço Ornitológico para vocês!





No caso do INHAMBUGUAÇU meu irmão André fez a mesma coisa mas com um martim-pescador-grande.
ResponderExcluirRsrsrs...Alguns bichos fazem a gente tremer.
Excluir